segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Informativo O Resistente, de novembro de 2014.
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Informativo "O Resistente", nº1 de Novembro de 2014 do Coletivo Gaúcho de Residentes em Saúde - CGRS. Neste número, é trazido o que é o Coletivo e o Fórum Nacional e um pouco de seu histórico, que remetem a 2005 e 2006 respectivamente.
Também há um texto apontando posicionamento do CGRS contra as 60h semanais nos programas de residências em saúde.
Compartilhe pelas redes sociais e imprima para distribuir entre seus colegas de residência, programas e serviços de saúde!
Residentes lutam por 44h semanais!!!
Durante reunião presencial do Fórum
Nacional de Residentes em Saúde (FNRS), que ocorreu no dia 13 de novembro
durante o Seminário Regional Sul de Residências em Saúde, em Porto Alegre-RS,
os residentes da região Sul do Brasil encaminharam lutar contra as 60h
semanais. E como proposta foi tirado pelo grupo presente nesta reunião defender
as 44h semanais nas residências multiprofissionais em saúde.
O grupo debateu que o ideal seria uma
luta por 30h semanais de residência, que é uma das pautas dos trabalhadores da
saúde atualmente. Porém seria mais estratégico pautar neste momento uma luta
por 44h semanais, equiparando-se ao regime CLT.
Posicionamento...
O movimento de residentes vem lutando
pela redução da carga horária semanal há muitos anos, principalmente após a criação
da Lei 11.129, que regulamentou as residências multiprofissionais em saúde no
país e a portaria 1077, que estabeleceu as 60hs semanais como carga horária para as residências multiprofissionais e em área profissional da saúde.
O Coletivo Gaúcho de Residentes em
Saúde já havia se posicionado contrário às 60 horas semanais lançando a
Campanha “60h não”, apontando que uma
carga horária tão elevada, aliada ao processo de privatização e mercantilização
da saúde (ex: produção de altos índices e metas quantitativas a serem
atingidas) os residentes acabam servindo de mão de obra barata, principalmente
para as empresas privadas que prestam serviços para o SUS objetivando
apenas o lucro, não se importando com a qualidade
do atendimento! Priorizando somente a política do acesso e desrespeitando,
muitas vezes, os direitos dxs trabalhadores e trabalhadoras. A falta de
concursos públicos e o avanço da terceirização, que vem para cumprir um papel
de aumento da exploração (trabalhar mais por menos), trazem como consequência
um déficit muito grande de trabalhadores(as) nos serviços de saúde. Em
decorrência desses vínculos empregatícios frágeis e precários e da falta de
trabalhadores(as), é comum os residentes assumirem o lugar destes, fazendo
muitas vezes, o papel de coordenação de alguns serviços e unidades de saúde,
assumindo um número elevado de atividades nos serviços, e se tornando tarefeirxs.
Muitos residentes, assim como os demais trabalhadores(as) da área, vem sofrendo
e ficando adoecidos com o ritmo intenso de trabalho, faltando tempo, inclusive,
para cuidar de sua própria saúde!
Apesar de termos deveres de
trabalhadores(as) acabamos não tendo nossos direitos garantidos. Não somos
regidos nem pela CLT, nem pelo Regime Jurídico Único, nem pela legislação dos
bolsistas. Estamos no limbo da legislação, à mercê dos regimentos internos de
cada programa de residência, sendo eles desqualificados ou não. Nem todos os
programas proporcionam aos seus residentes turno diurno de pesquisa, turno de
preceptoria e tutoria, aulas teóricas e dias para participar de eventos. Quando
nós trabalhadores residentes adoecemos não temos direitos garantidos e
precisamos pagar essas horas de trabalho, ficando a cargo de cada local de
trabalho e de cada residente realizar um acordo interno para que os atestados
abonem a falta. Nossos direitos precisam ser garantidos, e não podem depender
do “bom senso” da coordenação de cada
programa de residência.
A história já nos mostrou, através da
luta e das conquistas dos trabalhadores e das trabalhadoras (como a redução da
jornada de trabalho e as leis trabalhistas) que somente conseguiremos um SUS
público, estatal, de qualidade e ter uma política de formação e educação
permanente em saúde pautada nos princípios da Reforma Sanitária, com
valorização dos usuários e usuárias, dos trabalhadores e trabalhadoras, com
organização e muita luta!
Diante de todo acúmulo de discussões
e lutas em Encontros e Seminários nacionais e regionais, os residentes da região
sul do Brasil, presentes na reunião presencial do Fórum Nacional de Residentes
em Saúde, que participaram do Seminário Regional Sul, deliberaram a luta pelas
44 horas semanais nas residências em saúde!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Coletivo participa de mesa sobre Residências no II Serpinf.
A residente da ênfase de Atenção Básica/Saúde da Família, Priscila Voigt, representou o Coletivo Gaúcho de Residentes em Saúde no evento "II SERPINF" (Seminário Regional “Políticas Públicas, Intersetorialidade e Família”, dias 6 e 7 de novembro de 2014), onde realizou fala trazendo uma breve contextualização histórica da trajetória das residências multiprofissionais no Brasil. Apresentou o Coletivo Gaúcho de Residentes em Saúde e suas lutas, em especial a luta pelo fim da carga horária de 60 horas semanais de trabalho. Colocou que a carga horária vem de um modelo baseado na residência médica, o qual não contempla as demandas da residência multiprofissional e resulta na exploração de mão de obra qualificada, onde muitas vezes os residentes “tapam furos” na falta de profissionais nas unidades. Trouxe ainda a luta em defesa do SUS e pela não privatização/mercantilização da saúde, como vemos hoje com o IMESF e outras instituições de prestação de serviço, onde a fragilização dos vínculos trabalhistas acaba por afetar a longitudinalidade na atenção aos usuários dos serviços de saúde.
Aberto o debate tivemos a fala de duas assistentes sociais que trabalham na área da saúde, uma delas preceptora, as quais complementaram a fala da Priscila, ressaltando a importância da residência multiprofissional nas equipes e reafirmando a sobrecarga das 60 horas semanais para os residentes. Uma assistente social, preceptora, que é coordenadora de uma ênfase em programa de residência multiprofissional, ressaltou que além da luta dos residentes por qualidade de formação, há também um movimento, pouco ativo, de preceptores em busca de carga horária protegida para preceptoria e remuneração para o cargo, qualificando o espaço e valorizando os profissionais.
Priscila encerrou sua fala dizendo: "Nós residentes devemos ser o núcleo de resistência e de luta em defesa
do SUS, contra as privatizações e terceirizações, e de luta por
programas de residência de qualidade e de processos de formação de
trabalhadores em consonância com as premissas do SUS e do movimento de
reforma sanitária. Nunca teremos uma residência de qualidade sem termos
um SUS de qualidade, as duas lutas se somam e caminham juntas".
sábado, 8 de novembro de 2014
Reunião do Coletivo dia 10/11!!!
Então galera, nossa próxima reunião será segunda-feira, dia 10 de novembro, ás 18:30, na sala 202 do Educasaude (prédio do Cead-Ufrgs, em cima do bar Xirú, na João Pessoa).
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
NOTA DO COLETIVO GAÚCHO DE RESIDENTES EM SAÚDE EM APOIO A COMUNIDADE EPA!
NOTA
DO COLETIVO GAÚCHO DE RESIDENTES EM SAÚDE
EM APOIO A COMUNIDADE EPA
“Devemos
lutar pela igualdade, sempre que a diferença nos inferioriza; mas
devemos lutar pela diferença sempre que que a igualdade nos
descaracteriza.” Boaventura
de Souza Santos
As
políticas higienistas nas cidades há muito tempo tem sido
implementadas e são colocadas em prática nas suas mais variadas
formas. Não é segredo para ninguém que o principal alvo de tais
tentativas é a população em situação de rua, principalmente por
ser considerada um problema para o poder público e a maior parte da
sociedade e não como uma consequência das desigualdades sociais
próprias do sistema capitalista, em que a miséria é a substância
básica para a manutenção da classe dominante.
Nas
últimas semanas a Escola Porto Alegre - EPA sofreu os ataques de
tais práticas higienistas com a decisão arbitrária e unilateral da
secretaria municipal de educação (SMED), de fechamento da EPA, uma
escola que há 19 anos vem executando um projeto político pedagógico
que possibilita
aos estudantes em situação de rua/moradia e/ou de vulnerabilidade
social
construir
projetos de vida autônomos e modos de enfrentamento às situações
de vulnerabilidade social a que estão diariamente expostos nas ruas
da cidade.
Diante
de tal situação, o coletivo gaúcho de residentes em saúde
manifesta seu apoio a comunidade EPA, repudia qualquer forma de
ataque aos direitos da população em situação de rua e não pactua
com a decisão arbitrária da SMED. Consideramos que o fechamento da
EPA representa o fechamento de um olhar e da construção de um
outro mundo possível. Estamos juntos na luta por uma sociedade onde
o direito de todos não seja o privilégio de alguns.
#nãofechemaEPA
domingo, 2 de novembro de 2014
Carta da campanha contra as 60 horas semanais
CARTA
ABERTA DO COLETIVO GAÚCHO DE RESIDENTES EM SAÚDE
CAMPANHA
CONTRA AS 60 HORAS SEMANAIS NAS
RESIDÊNCIAS EM SAÚDE
RESIDÊNCIAS EM SAÚDE
O
Coletivo Gaúcho de Residentes em Saúde, que existe há 9 anos, se
constitui como um espaço de organização e de articulação
política das(os) residentes na luta em defesa de programas de
residências em consonância com as premissas da Reforma
Sanitária. Em vistas à isso, vimos publicamente nos posicionar
e denunciar o que vem acontecendo com as Residências em Saúde!
A
Residência em saúde é uma modalidade de pós graduação em
serviço, que serve como educação permanente e continuada dos
trabalhadores e das trabalhadoras da saúde do país. Esta que já
serviu para formar trabalhadores(as) engajados com a militância para
o SUS, hoje cumpre um papel de mão de obra precarizada. Uma das
pautas históricas do movimento dos residentes é a redução da
carga horária, que atualmente é de 60 horas semanais. Esta carga
horária vai na contra mão da luta dos trabalhadores(as) da saúde,
que é de 30 horas semanais.
Acreditamos
que com uma carga horária tão elevada, aliado ao processo de
privatização e mercantilização da saúde (produção de altos
índices e metas quantitativas a serem atingidas) os residentes
acabam servindo de mão de obra, principalmente para as empresas
privadas que prestam serviços para o SUS, que tem por objetivo o
lucro, não se importando com a qualidade do atendimento e com seus
trabalhadores e suas trabalhadoras. A falta de concursos públicos e
o avanço da terceirização, que vem para cumprir um papel de
aumento da exploração (trabalhar mais com menos), trazem como
consequência um déficit muito grande trabalhadores(as) nos serviços
de saúde. Em decorrência desses vínculos empregatícios frágeis
e precários e da falta de trabalhadores(as), é comum os residentes
assumirem o lugar destes, fazendo muitas vezes, o papel de
coordenação de alguns serviços e unidades de saúde. Muitos
residentes, assim como os demais trabalhadores(as) da área, vem
sofrendo e ficando adoecidos com o ritmo intenso de trabalho,
faltando tempo, inclusive, para cuidar de sua própria saúde!
O
Coletivo Gaúcho se posiciona CONTRÁRIO ao cumprimento das 60 horas
semanais. Acreditamos que com 60 horas, a residência nunca será
qualificada! Dentro disso lançamos a CAMPANHA
CONTRAS AS 60H!!!
Convocamos todos os residentes em saúde do Estado à se manifestarem
e denunciarem todas as formas de repressão, assédio, precarização
que vem acontecendo nos serviços de saúde e nos programas de
residências em saúde.
Apesar
de termos deveres de trabalhadores(as) acabamos não tendo nossos
direitos garantidos. Não somos regidos nem pela CLT, nem pelo Regime
Jurídico Único, nem pela legislação dos bolsistas. Estamos no
limbo da legislação, à mercê dos regimentos internos de cada
programa de residência, sendo eles desqualificados ou não. Nem
todos os programas proporcionam aos seus residentes turno diurno de
pesquisa, turno de preceptoria e tutoria, aulas teóricas e dias para
participar de eventos. Quando nós trabalhadores residentes adoecemos
não temos direitos garantidos e precisamos pagar essas horas de
trabalho, ficando a cargo de cada local de trabalho e de cada
residente realizar um acordo interno para que os atestados abonem a
falta.
A
história já nos mostrou, através da luta e das conquistas dos
trabalhadores e das trabalhadoras (como a redução da jornada de
trabalho e as leis trabalhistas) que somente conseguiremos um SUS
público, estatal, de qualidade e ter uma política de formação e
educação permanente em saúde pautada nos princípios da Reforma
Sanitária, com valorização dos usuários e usuárias, dos
trabalhadores e trabalhadoras, e com organização e muita luta!
COLETIVO
GAÚCHO DE RESIDENTES EM SAÚDE - CGRS
residentesrs.blogspot.com -
cgrsaude@gmail.com
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